quinta-feira, 5 de abril de 2012

Parole, Parole

E cada um tem o guru que lhe cabe. Tem gente que repete as palavras do mestre Sri Babalakubaka, ou do mestre Kunfu Manchu, eu vou de Flavio Gikovate mesmo. Com gotas de senso comum via twitter. E que gotas!
Hoje ele lançou:
"As boas idéias e os bonitos estilos de pensar e de falar só deveriam ser levados a sério quando a prática mostra que correspondem a verdades. Um bom critério para avaliarmos a honestidade intelectual das pessoas consiste em saber se elas vivem de acordo com as idéias que defendem."

Bang!

Palavras, words, parole, as pessoas acham que da boca pode sair qualquer coisa. As pessoas acham que basta dizer a coisa certa es os problemas estão resolvidos. NOT. Palavras devem ter consistência. Devem ter fundamento. Por favor, não me fale sobre algo em que você não acredita. Não me diga que vai fazer algo que não tem intenção de fazer. Não me diga que é o que não é.

Com as palavras vem a criação de expectativas. E não tem decepção maior do que crer nas palavras de alguém e estas não se traduzirem em ações ou, como comentou o Gikovate, é decepcionante notar que uma pessoa não vive de acordo com as idéias que defende. Como é que se organiza a cabeça desse jeito? Acho que meu cérebro não tem coordenação "motora" o suficiente pra isso.

Já menti? Já. Quem nunca? As vezes a gente tem que proteger os sentimentos alheios também. Mas já me meti muito mais em problemas por não ser capaz de prometer algo que não seria capaz de cumprir. Já arrumei brigas por ser honesta nas minhas opiniões. Pode ser burrice, mas prefiro assim.

Mamãe sempre disse, "Não fala bobeira, menina. As palavras tem força."

Obrigada, mami.

2 comentários:

E ヅ disse...

Mamis sempre sabem tudo, né? E o Gikovate também já me deu vários tabefes, rsrs.

melo disse...

tem e muita...penso se ela escrita não é mais tijolo que a falada...escrito ainda se pode dar i sentido que se quer ou deixar quem lê escolher como quer entender ainda que possa dar boi na linha..
falada, não tem jeito, falou, pra arrumar, é um trem...