Um beijo
Um queijo
Uma taça de vinho
Um cafuné
Um carinho
A paz
Que sua presença traz
Dividir o leito
E do frango de domingo
O peito
Não, poxa!
Pra você a sobre coxa
Nada erudita
Nada elaborada
Rimo água com açúcar
Mamão e mel
Simples e lindo
Como deveria ser
Mas não é
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sábado, 18 de junho de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Volta pra mim...
Eis que um belo dia me dei conta de que ela havia partido.
Cansada de mim, a Poesia se foi da minha vida deixando um bilhete.
Em seu bilhete reclamou que me esquecera dela,
Que eu não mais observava e retratava o mundo com minhas palavras.
Que eu me tornara uma pessoa racional, fria, corporativa.
Lamentou que eu não mais suspirava
Com as cenas de amor nos filmes água com açúcar,
Nem cantarolava mais hits brega românticos.
Pediu que eu tentasse buscar em mim
Aquela leveza e prazer pelos pequenos momentos
Que tanto a estimulavam
Porque sem isso não há vida que seja boa.
Demandou que eu destrancasse meu coração
E deixasse o pobrezinho se manifestar pelo amor,
Porque ele estava afogado no medo.
Por fim me lembrou que ela só existe
Onde há paixão e coragem para a vida
Seja o momento feliz ou triste.
Assinou o bilhete e partiu para onde fosse apreciada.
Poesia eu te peço, volta pra mim!
Prometo abrir meus sentidos novamente.
Ensina -me de novo os caminhos da beleza,
Do amor
E da dor.
Minha vida sem você não tem mais sentido.
Volta!
Não há vida sem Poesia.
Cansada de mim, a Poesia se foi da minha vida deixando um bilhete.
Em seu bilhete reclamou que me esquecera dela,
Que eu não mais observava e retratava o mundo com minhas palavras.
Que eu me tornara uma pessoa racional, fria, corporativa.
Lamentou que eu não mais suspirava
Com as cenas de amor nos filmes água com açúcar,
Nem cantarolava mais hits brega românticos.
Pediu que eu tentasse buscar em mim
Aquela leveza e prazer pelos pequenos momentos
Que tanto a estimulavam
Porque sem isso não há vida que seja boa.
Demandou que eu destrancasse meu coração
E deixasse o pobrezinho se manifestar pelo amor,
Porque ele estava afogado no medo.
Por fim me lembrou que ela só existe
Onde há paixão e coragem para a vida
Seja o momento feliz ou triste.
Assinou o bilhete e partiu para onde fosse apreciada.
Poesia eu te peço, volta pra mim!
Prometo abrir meus sentidos novamente.
Ensina -me de novo os caminhos da beleza,
Do amor
E da dor.
Minha vida sem você não tem mais sentido.
Volta!
Não há vida sem Poesia.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Dorme
Dorme meu anjo
Dorme um sono que te abrande a alma
Acorda do pesadelo que em tua mente vive
Que teu despertar seja sereno
Fiel sentinela
Te velo
Dorme um sono que te abrande a alma
Acorda do pesadelo que em tua mente vive
Que teu despertar seja sereno
Fiel sentinela
Te velo
quarta-feira, 24 de março de 2010
Human
how much?
how long?
why?
why does
it hurt
so much
for so long?
Why aren´t I that strong?
that focused?
that admirable?
Why am I so human?
so dependent
so insecure
so lost
Why aren´t I
like my internet profile?
Carefully thought
Planned
Flawless
The perfect hair
The perfect light
The superior feelings
Hobbies and habits
I dont need no touches
I´d rather look bad
and have a chance
to feel
to be human
and burn
and live through
Never trust a perfect person
Those never get fixed
how long?
why?
why does
it hurt
so much
for so long?
Why aren´t I that strong?
that focused?
that admirable?
Why am I so human?
so dependent
so insecure
so lost
Why aren´t I
like my internet profile?
Carefully thought
Planned
Flawless
The perfect hair
The perfect light
The superior feelings
Hobbies and habits
I dont need no touches
I´d rather look bad
and have a chance
to feel
to be human
and burn
and live through
Never trust a perfect person
Those never get fixed
quarta-feira, 24 de junho de 2009
...
Tem dia que a gente acorda esburacado
Parece um queijo suiço
Falta um pedaço aqui
Tem um vazio ali
Queria uma azeitoninha
Um recheio
Que se encaixasse no vão
Mas a azeitona nem sempre quer
Ser recheio
Talvez ela tambem tenha um buraco
E prefira preenche-lo com um pedaço
De pimentão
Pro buraco da gente
Não tem recheio não
Parece um queijo suiço
Falta um pedaço aqui
Tem um vazio ali
Queria uma azeitoninha
Um recheio
Que se encaixasse no vão
Mas a azeitona nem sempre quer
Ser recheio
Talvez ela tambem tenha um buraco
E prefira preenche-lo com um pedaço
De pimentão
Pro buraco da gente
Não tem recheio não
segunda-feira, 30 de março de 2009
Milagrosa
Eu quero uma receita milagrosa
Uma pilula da felicidade
Cansei da beleza
existente na tristeza
Cansei do corpo moido
Dos olhos inchados
De processos
Ciclos
Aprendizagens
Quero me esvaziar
Ser como aquela folha na arvore
Chacoalhando harmoniosamente
Sem resistir ao vento
Sem dar de encontro
Talvez uma simpatia resolva
Um banho de mar
Uma oferenda a Iemanja
So não quero mais esperar
Ja perdi vida demais
Justo ela que e tão curta
Tão ligeira
Porque esse alguem que diz me amar
Nao me ama?
Doutor
Padre
Garçon
Alguem!
Me ensina a amar a vida de novo
A aproveitar a brisa
A observar as flores
Porque não voce, amor?
Porque?
Tati Sister
Uma pilula da felicidade
Cansei da beleza
existente na tristeza
Cansei do corpo moido
Dos olhos inchados
De processos
Ciclos
Aprendizagens
Quero me esvaziar
Ser como aquela folha na arvore
Chacoalhando harmoniosamente
Sem resistir ao vento
Sem dar de encontro
Talvez uma simpatia resolva
Um banho de mar
Uma oferenda a Iemanja
So não quero mais esperar
Ja perdi vida demais
Justo ela que e tão curta
Tão ligeira
Porque esse alguem que diz me amar
Nao me ama?
Doutor
Padre
Garçon
Alguem!
Me ensina a amar a vida de novo
A aproveitar a brisa
A observar as flores
Porque não voce, amor?
Porque?
Tati Sister
quinta-feira, 12 de março de 2009
Verde Folha
Me lembro bem
de uma tarde de primavera
Naquela tarde
um par de olhos verdes
me fitaram interessados
Interessados me seguiram
me intimidaram
me seduziram
e me apresentaram
um par de labios
uma pele macia
um perfume novo
um amor novo
e fresco
Ja e quase outono
e este par de olhos
que se perderam de si mesmos
parecem nao mais me ver
Eles se distanciam
Querem partir
Queria nunca perde-los
Mas sinto
Nao mais os tenho
E meus proprios olhos
Perdem assim
Sua propria cor
de uma tarde de primavera
Naquela tarde
um par de olhos verdes
me fitaram interessados
Interessados me seguiram
me intimidaram
me seduziram
e me apresentaram
um par de labios
uma pele macia
um perfume novo
um amor novo
e fresco
Ja e quase outono
e este par de olhos
que se perderam de si mesmos
parecem nao mais me ver
Eles se distanciam
Querem partir
Queria nunca perde-los
Mas sinto
Nao mais os tenho
E meus proprios olhos
Perdem assim
Sua propria cor
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Cansa
Tem coisas na vida que cansam.
Trabalhar das 8 às 6 cansa.
Cansa contar calorias.
Fazer ginastica 3 vezes por semana
Cansa.
Pagar as contas em dia
Cansa.
Trabalhar das 8 às 6 cansa.
Cansa contar calorias.
Fazer ginastica 3 vezes por semana
Cansa.
Pagar as contas em dia
Cansa.
Ser super cool cansa.
Cansa ver filmes de arte.
Cansam os papos sempre interessantes.
Por favor, me dê um besteirol.
Nossa pretensa superioridade cansa.
Criticar os outros cansa.
E cansa demais.
Preocupar-se com o futuro cansa.
Mas o pior é a falta de amor.
Falta de amor cansa demais.
Deus me livre da falta de amor.
Pelos outros.
Por mim.
E de mim pelos outros.
Amar não cansa.
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Vodka
Que manhã é essa?
Que luz é essa?
Quem é essa que escreve?
Café
Por favor, café!
Cabeça dói
Náusea
Dor da alma transferida
Ao corpo por ela
Vodka!
Como era mesmo o nome?
Paracetamol
Por favor, paracetamol!
Café
Talvez um cigarro
Lucidez?
Por favor, não.
Vodka
(Tati Sister)
Que luz é essa?
Quem é essa que escreve?
Café
Por favor, café!
Cabeça dói
Náusea
Dor da alma transferida
Ao corpo por ela
Vodka!
Como era mesmo o nome?
Paracetamol
Por favor, paracetamol!
Café
Talvez um cigarro
Lucidez?
Por favor, não.
Vodka
(Tati Sister)
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